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sexta-feira, 7 de março de 2008

A TPM Sob o Olhar Masculino

O Inominativo não morreu, gente!!

Ele entrou em um coma sério depois de ser obrigado a ouvir o cd novo do NXZero, na íntegra, graças a uma festinha que estava rolando em um dos apartamentos vizinhos. Passou alguns dias desacordado, mas está de volta! Felicidade! Animação! Hooray!
Vejam vocês como esse mundo é injusto para conosco: eu estava de férias, e não tinha nenhuma idéia pra postar no blog (o que fez do mês de Fevereiro o mais pobre em postagens, com só uma entrada). Aí eu voltei das férias, então meu tempo de internet diminuiu. E quando eu finalmente tive um tempinho pra sentar em casa, relaxar e tentar escrever algo, mamãe resolve reformar a casa! Yaay! Agora meu computador está escondido no meu quarto, sem conexão à internet, sem vida útil. Poverello.

Reformar casas, aliás, é uma tremenda encheção de saco. Existe um comportamento muito interessante entre os humanos, e que eu notei pela segunda vez, na minha própria casa: se você planeja uma reformazinha em um cantinho da casa, algo que seja rápido e indolor, você está totalmente enganado. As chances de você aproveitar o embalo e reformar a casa toda é enorme. Veja, por exemplo, meu domicílio. A intenção era trocar os azulejos da cozinha. Depois de tudo quebrado, minha mãe decidiu que ia trocar a pia da cozinha e, mais, iria trocar o lugar dos eletrodomésticos. Então, trocaram as tomadas de lugar e tiveram que aumentar a saída do caninho de gás, pro fogão que ia ficar no outro lado da cozinha. Aí, aproveitaram a sujeira e mandaram trocar o piso da sala, que estava todo destruído. Aí arrancaram o piso. Aí, aproveitaram pra passar uma nova demão de tinta nas paredes da casa (toda a casa). Aí, já que está tudo sujo mesmo, compraram uma porta nova pro banheiro, porque a antiga estava estragada pela umidez. E compraram uma pro meu quarto, já que ela estava quebrada (lembram do dia de cão que eu tive outro dia?). E tudo porque minha mãe cismou com a parede da cozinha. Reforma é um perigo, cara.

Bom, chega de pataquadas. Vamos ao recheio do sanduíche, peepz.
Falava eu, ainda ontem, com a Talita, amiga minha de longa data, gente boa e, na maior parte das vezes, uma maluca inofensiva. Discutíamos acerca da TPM, a tensão pré-menstrual que as mulheres em época de menstruação (duh) sofrem, aproximadamente todo mês. Perguntou-me a Talita qual era a franca opinião masculina sobre a TPM. Quer dizer, fora as piadinhas que os homens fazem sobre a TPM, o que um homem acha sobre a TPM? Os homens sabem que a TPM não é só uma frescura mensal?
Como isso parece pertinente à vasta gama de mulheres que acessam freqüentemente este buraco (quando ele está devidamente atualizado, óbvio), dividirei com vocês a minha abalizada opinião sobre o assunto. Uma opinião séria, imparcial e acima de quaisquer críticas. Ouviram? Acima de quaisquer críticas! Então não me critiquem, eu não vou dar a mínima. Como sempre.

A TPM SOB O OLHAR MASCULINO
Verdade? Ou Desafio?

Acho que todo mundo que lê este texto entende um mínimo de Biologia pra saber sobre a TPM. É um fenômeno hormonal que ocorre com as mulheres quando elas estão nas vésperas do sangramento mensal - as mulheres meio que sangram todo mês, caso você não tenha sido avisado. Esse fenômeno altera drasticamente o funcionamento feminino, deixando a personalidade delas temporariamente desregulada. Parece terrível, né? Pois é, é sim.
O tchãns sobre a TPM é que é uma disfunção que altera a personalidade da pessoa não só pra ela. Mas pra todo mundo. É mais do que natural você ver uma mulher subitamente irritadiça e revoltada, quando até ontem ela parecia saudável e disposta a ser simpática. Não, ela não foi abduzida e trocada por um clone alienígena. Mas, convenhamos, os homens às vezes até preferem o clone.

A TPM pode ser considerada, para fins de discussão, um agravante poderoso na relação já difícil entre seres humanos e, em especial, homens e mulheres. Quando uma mulher resolve ficar de TPM (como se ela tivesse opção), as relações sociais com ela, pelos próximos dias, ficará seriamente debilitada, porque ela ficará realmente emotiva (e nunca é uma emoção boa, como compaixão e alegria), e qualquer aproximação lógica é nula. Um triste empecilho para a Paz Mundial, essa é a função da TPM.
Se a TPM já é ruim pra sociedade, quiçá pra mulher que a sofre! Dentro de um turbilhão de emoções que ela mal pode compreender (e depois de alguns anos sofrendo com ela, nem tenta fazê-lo), e debilitada de funções racionais mais analíticas (justiça e coerência, por exemplo), ela fica realmente abalada por dentro. Ela sofre terrivelmente em sua psique. Isso quando não rolam umas cólicas, dores de cabeça e outros problemas típicos. Ser mulher é um negócio injusto, cabra.

Mas você quer injustiça mesmo, caro leitor? Decida ver como é a explosão de uma tensão pré-menstrual estando do lado masculino. Eu realmente não recomendo. :B
Imagine que você é um rapaz, e tem amigas moças mulheres do sexo feminino (redundância who?). Na maior parte dos dias, você mantém uma relação estável de amizade com elas, jogando Twister todo sábado e indo, esporadicamente, a uma ou outra baladinha pra se divertirem em comunhão. Viva a sociedade alternativa.
Quando estamos chegando no fim do período menstrual de qualquer uma das mulheres (e veja bem, somente uma delas), os hormônios agem implacavelmente, transformando a outrora meiga e adorável amiga sua em uma implacável máquina de respostas secas e grosseiras, com freqüência de tiros superior a uma sub-metralhadora israelense. Você, homem, não tem a menor idéia do que é sofrer a TPM - todos os homens são psicologicamente constantes, nos trinta dias do mês - e ignora o fato de ela estar em ponto de ebulição. Ah, meu rapaz, agora é a hora da coça: qualquer piadinha inofensiva se torna em estopim para a declaração de uma violenta guerra entre você, pobre vítima, e a mulher. Naturalmente, as outras mulheres (e os mulherengos de plantão) defenderão a pobre moça, que está visivelmente prejudicada pela sua presença grotesca e virulenta. E você, preibói, perdeu. E isso não é o pior - semana que vem, a TPM da vez é a da sua mãe :D

É, rapazes, a TPM é um problema. Você foi ownado, injustamente, porque naquele dia sua amiga decidiu se revoltar, e não avisou você sobre isso. E é aqui que começo minha crítica à TPM (claro, sou homem, não posso defendê-la; é uma questão de princípios): por que, diabos, o homem tem que sofrer com as complicações hormonais da mulher? A gente entende e compreende o fato de homens e mulheres serem diferentes, e é por isso que mulheres têm TPM e os homens não (aliás, é justamente nessa diferença homens/mulheres que reside toda a graça da vida, se você me entende). Mas a gente não entende o porquê deste erro genético feminino ser descontado em nós, pobres vítimas! Quer dizer, homens têm uma disfunção hormonal que pode causar câncer de próstata, futuramente. Mas esse é um problema exclusivo do homem (e do médico que vai cutucar o homem :B), a gente não tortura a mulher. Disfunções hormonais fazem o homem amar o futebol, mas a gente não enche o saco da mulher por causa disso. Ou melhor, enchemos, mas ela devolve com programas femininos e outros trecos análogos. Mas qual é o motivo que faz a mulher descontar a TPM em um homem?

Por causa da disfunção hormonal, a mulher fica visivelmente alterada. Muitas ficam chorosas e muito muito sensíveis, mas a maior parte decide odiar violentamente a massa masculina nesse mundo, porque eles simplesmente não entendem o que está acontecendo. E lá vão os filhos, maridos, amigos, colegas de trabalho e quaisquer outras classes de homens sofrer com a fúria cega TPMista. Existem, inclusive, aquelas que recebem um impressionante senso de vingança, e descontam sobre o homem todo o ódio e desprezo que ela conseguiu acumular nos últimos vinte e cinco dias, e usa tudo isso pra ofendê-lo moralmente tão pesadamente que é capaz dele ir pra casa e chorar como uma mocinha. Uma que não tem TPM, claro, mas ainda assim.
Como a única faceta que o homem vê da TPM é a mulher irritada e descontando sua fúria nos outros, e já que as mulheres vivem descontando fúrias nos outros, quando necessário, o homem tende a acreditar que a TPM é, na verdade, uma grande e difundida desculpa pra mulher ser grosseira sem motivo aparente. Sim, claro, porque muitas vezes você simplesmente quer ser grosseiro, mas não se pode ser grosseiro sem um motivo. Inventaram a TPM pra que as mulheres pudessem ser, então, sem prestar satisfações. Basta ficarem chorosas e se ofender com a primeira coisa que o homem fala ("Você falou que essa saia está feia em mim? Você me chamou de GORDA???").
Ainda que um homem compreenda que a TPM tem embasamento biológico e estatístico estudado há gerações pelos mais confiáveis cientistas e teóricos, não dá pra não desconfiar que as mulheres usem, sabiamente, esta crise hormonal para descontar, de fato, as angústias internas (sejam elas quais forem) de graça no mais próximo. E o melhor (pra mulher, óbvio): daqui a três dias, quando a TPM passar e a mulher voltar ao normal, ela vai se arrepender das cagadas que cometeu, e vai pedir desculpa, que não era a intenção. Logo, a TPM é um passe livre pra que você possa ser revoltada à vontade, com direito a perdão judicial! Conveniente?

Aqui mora a minha opinião: a TPM é, sim, uma disfunção hormonal, ela não é uma frescura, verdade, eu sei, e todo mundo sabe. Mas, na minha opinião, as mulheres usam a TPM como desculpa pra serem irritadas e desagradáveis. Daqui a três dias, elas pedem desculpa, e está tudo certo!
Mas por que a mulher tem que descontar sua fúria nos outros? É o que não entendo! Eu sempre achei errado a história do cara que tem uma vida difícil no trabalho, bebe todas e, quando chega em casa, desconta tudo na esposa e filhos. Esse cara, aliás, quando for pego será punido pelos seus crimes, independente da vida difícil que tinha. Então eu também sou contra a moça que fica infeliz em um dia, e resolve descontar tudo no marido e filhos. Ah, sim, claro, é horrível, é uma merda, é impossível controlar a TPM. Mas, ah meu, avisa pros outros que você está de TPM e não está a fim de gracinha. Que você está nervosa e perigosa. Ou, sei lá, tente compreender que quando você tem uma TPM, a culpa não é de ninguém (especialmente do homem que você estará esculachando), e portanto ninguém deve sofrer com isso. É porque eu já sofri com a TPM alheia, e sei o que falo: tenham piedade dos homens. Ou senão parem de pedir direitos iguais entre homens e mulheres. É muito injusto dar direitos iguais pras mulheres e elas ainda terem a oportunidade de se irritarem de graça.
Puta mundo injusto, meu.

Ouvindo:
Move Your Feet
Junior Senior
D-D-Don't Don't Stop the Beat (2003)

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Celular Pra Quê?

Eaê, galera? Todo mundo contente com a longeva vida deste blog? Mas ah, deixem disso, só estou me aquecendo! Hoje é dia de mais uma postagem, macacada!! Aê!
A minha idéia era atualizar no domingo, mas a correria somada com a ausência de idéias minou minha intenção. Como ontem eu pensei em algo e só pude sentar no pc hoje, vou postar rapidão, porque tenho que tocar a minha vida. Simbora, macacada!

Celular Pra Quê?
Insight sobre o que diabos é um celular

A história da telefonia vai longe. Tudo começou com Alexander "Alê" Graham Bell, inventor escocês, que foi parar nos Estados Unidos por algum evento aleatório no espaço-tempo. Consta que Alê estava meio de pernar pro ar, sem muito o que fazer na terra ianque. Sabe como é, aquelas cidades pequenas e monótonas são realmente chatas, não têm nada demais. E nosso menino Alê, levado que só, queria tocar o terror por lá. Sacanear o padeiro, o leiteiro, o dono do bar... Eis que, em um dia de muito sol e poucos afazeres, Alexander Graham Bell inventa o passador de trotes! A mulher dele, que era surda, não gostou da sonoridade do nome, e sugeriu o prático e erudito "telefone" (cá entre nós, como uma mulher surda pode julgar a sonoridade de algo é motivo de estudos profissionais).
Mas tudo bem. Para Graham Bell, a funcionalidade seria a mesma. Acompanhe o raciocínio: Graham Bell disfarça o aparelho como um revolucionário sistema de comunicação entre as pessoas, e diz que todos deveriam ter em casa. Yay! O padeiro, achando que seria uma ótima maneira de falar com seus clientes e seus fornecedores, instala um passador de trote - ou um telefone - em sua padaria, e aguarda a ligação, feliz. Em igual passo, o leiteiro e o dono do bar, bem como metade da população da pequena cidade em que Alê estava, e cujo nome eu ignoro. Alê, agora, pega seu passador de trote, disca para o padeiro, e manda o clássico: "é do circo?". Nascia o trote. =D

Muita coisa mudou desde que Alexander fez o padeiro ficar com cara de bobo. Infelizmente, o resto do mundo não entendeu a idéia lúdica de Alexander, e levaram o cara a sério demais. Passaram a comprar o telefone como algo útil de verdade, e usavam para se comunicar, uns com os outros. Pura perda de tempo. Daí a idéia foi inventar meios cada vez mais práticos de se utilizar esta coisa interessante que inventaram, o telefone. De repente, estavam usando o aparelho para comunicação entre a Inglaterra e os Estados Unidos, entre presidentes aliados, entre generais de guerra. O telefone foi realmente levado a sério. Namoros eram rompidos e reatados, reuniões eram marcadas, demissões eram feiras, cobranças eram negadas, tudo pelo telefone, um dos brinquedos de maior sucesso da história da humanidade. Tudo levava a crer que nunca mais usariam o telefone, a não ser para assuntos sérios.
Até que veio o telefone móvel. :D

Existe um protótipo de telefone sem fio, muito arcaico e em desuso, que teria sido patenteado em 1903. Durante a Segunda Guerra Mundial, usou-se aparelhos que se comunicavam através de dispositivos de radiotransmissão. Depois, pensaram na idéia de "células", que são as antenas que intermediam a conexão do seu aparelho sem fio à central telefônica. Daí, o nome telefone celular.
A idéia é muito simples. A central telefônica instala uma sede em uma cidade genérica. Peguemos uma cidade inexpressiva e pequena como, digamos, São Paulo. Depois da sede instalada, eles erguem diversas células, ou as antenas. E o seu telefone móvel recebe o sinal dela através de ondas de rádio, tipo a que você ouve pela freqüência modulada, ou a FM. Só que o telemóvel serve como um receptor e enviador (existe isso?) de sinais de rádio. Nifty, huh? E é assim que você consegue se comunicar com seu amigo que está no Jardim Lalonjão, bairro da perifa paulistana.

Agora, falava eu que o telefone, graças ao telemóvel, deixou de ser algo sério. Vamos entender o porquê. Olhemos para uma sociedade genérica de primeiro mundo com excesso de dinheiro. Até meados de 1980, os telefones eram comuns, mais ou menos. Todos tinham lá seus aparelhinhos em suas casas e em seus escritórios, e a moda do momento era o aparelho de fax, ou o facsimile. Facsimile que, aliás, é latim para "faça similar", ou "faça uma cópia". O aparelho de fax, pra vocês que não têm a menor noção do que é, é um telefone que manda documentos, pra que as empresas fodonas pudessem passar os contratos assinados sem pagar pelo office-boy. É bom ser fodão.
Bueno, uma das companhias de comunicação passou a espalhar, por uma cidade qualquer de uma dessas sociedades desenvolvidas, o modelo de célula que lhes expliquei, e passou a vender aparelhos de telefone móvel, os quais você pode usar em qualquer lugar sem se enrolar no fio. Nascia a popularização do telemóvel. Nos Estados Unidos, no Japão e nos países mais bacanas da Europa, a moda pegou fácil, e todo mundo que queria mostrar seu status superior andava com seu tijolão, falando alto no ponto de ônibus, ou de dentro do seu automóvel Audi A3, para todo mundo saber que o cabra tinha um telemóvel, e era alguém importante.

Passam-se os anos. Uns dez anos depois, essas sociedades evoluídas já banalizaram o aparelho, uma vez que as empresas se estapeiam para decidir quem vende mais telemóveis e quem lucra mais. A tecnologia se torna impressionante, e mais e mais pessoas querem ter celulares ainda menores e mais bonitos. Mas tudo deu uma guinada repentina quando um dos celulares abocanhou uma tecnologia de um aparelho-primo - o pager. Agora, os telemóveis podiam mandar mensagens. E (pasmem) receber mensagens também! A partir daí, meus amigos, a putaria... A putaria...
Depois do envio de mensagens por texto, os fabricantes de celulares passaram a investir em tecnologia inútil que, entre outros, nos trouxe a tela de LCD para que seu celular ficasse colorido! Eu ainda me lembro do dia em que eu vi um celular colorido passando na televisão, e fiquei pasmo. Colorido!! O carinha estava jogando um joguinho de corrida! No celular! Aquilo me chocou. Depois, celulares com telas maiores, maiores resoluções, e joguinhos ainda mais atraentes e divertidos. Alguns classicistas poderiam jogar o Snake DeLuxe, ou o BlackJack Plus, e os mais avançados podiam jogar Monopoly - a versão gringa de Banco Imobiliário - no telemóvel!
Anos depois, inventaram a câmera fotográfica que não usa filme fotossensível mas, sim, um sistema de captação digital de imagens. Veio a câmera digital! Foi um peido para que o telemóvel, que agora já podia baixar da internet papéis de parede, sons, vídeos e jogos, poder tirar fotos e gravar vídeos. Em poucos meses, milhares de aparelhos no mundo todo podiam registrar qualquer acontecimento visual com suas lentes e leitores digitais. Anos depois, a qualidade digital igualou com a de uma câmera digital de ofício, e as pessoas podem usar seus celulares para gravar uma partida inteira de futebol e esfregar a vitória do seu time, com o replay do golaço que o goleiro fez (hehe...) na cara do torcedor rival. Usam seus telemóveis para baixar o jogo dos Simpsons, o papel de parede da Britney Spears tomando um pileque, o vídeo do Jeremias Muito Louco, o toque do Super Mario World, e o que mais a sua vã imaginação ousar achar que possa existir.

Estão vendo o que estou falando? Alexander não estava lá muito satisfeito, pobre escocês frustrado. Ele queria que, na verdade, o telefone fosse um meio de fazer altas piadinhas com os desprevenidos. Mas depois de amargar uma centúria toda sendo um aparelho sério e exclusivo para a comunicação efetiva, o telemóvel passou a ser tudo, menos um meio de comunicação efetiva! Ninguém precisa atender uma ligação hoje em dia, ah, que que há... Você tem um celular para jogar cobrinha enquanto o ônibus não vem. Você conecta o fone de ouvido e ouve o diabos de MP3 que preferir. Você acessa o seu portal de internet e lê as últimas notícias. Conversa via MSN com seus amigos enquanto cabula a aula. Pra que, diabos, você quer atender seu telefone quando ele toca? Aliás, ele toca e você tem que parar o jogo, tem que parar de ouvir a música, desconectar da internet. Pô, meu, acorda! Vai me ligar no meu celular?? Você ainda deixa o celular tocando, porque você colocou como toque uma música que você ama, e quer ouvir até o refrão. Então não atende.
Então chegamos ao nosso título: celular pra quê? Telefone móvel? Telefone celular? Ledo engano, senhores. O negócio é fazer como as grandes empresas, que estão vendo que a tendência vai ser o pessoal esquecer que celulares são, em princípio, telefones, e chamar de outros nomes, como aparelho pessoal, handheld, e outras frescurites veadonhas. Ninguém mais usa celular pra ligação. Se você discorda, é porque você não vive em uma sociedade desenvolvida e endinheirada. Porque lá, colegas, nem a polícia usa mais telefonema. Em Nova York, os puliça de lá recebem as fotos dos crimes que você tirou com o seu aparelho. Ajuda, assim, a identificar o criminoso mais rápido! Você, como já falei, pode usar o MSN. Pode comprar o Windows Mobile, e usar seu celular como agenda de tarefas e de contatos. Celular pra quê? Com certeza, não pra ser um dispositivo sério de comunicação. Se muito, para você retirar do seu bolso, despretensiosamente, para mostrar para os outros o seu novo toque de celular quando, na verdade, sua intenção real é mostrar como você tem um celular foda. E como você é foda, junto.
Engulam essa, seus pobres. Meu celular não serve pra nada, só pra mostrar como eu sou importante.

E Alexander está sorrindo de seu túmulo. =D

Ouvindo:
You Could Have It So Much Better
Franz Ferdinand
You Could Have It So Much Better (2005)

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

WAR

Hey, moçada! Quanto tempo, né?
Aliás, vocês também acharam que foi um alívio o mês de Agosto ter terminado? Nada contra ele, nem contra os nativos do mês - como eu já expliquei, muitos amigos e amados meus são nativos do mês de Augustus Caesar, o primeiro do rol dos imperadores de Roma. Mas, cabriolé, como o mês demorou pra passar! Não houve nenhum feriado, fora o dia dos Pais (que não conta, pois foi em um domingo), e teve praticamente cinco semanas de duração! Mas ele nos deixou para voltar somente no próximo ano que, para minha felicidade, será um ano par. Eu acho que já escrevi em algum lugar a respeito da minha crise com anos pares e ímpares, não? Ah, se não nesse, foi no outro blog. Whatever.

Por falar em Augustus Caesar, pra vocês que não sabem, vou lhes contar um pouco sobre a história do nosso calendário. Antigamente, na época em que Roma era a capital do mundo civilizado e o Cristianismo era uma religião esquisita na borda oriental do planeta, o calendário era, como de se esperar, diferente. O calendário usado pelos primeiros romanos teria sido inventado e patenteado por Romulus (ou Rômulo, na versão portuga), que foi também o fundador da Cidade Eterna, a cidade de Roma. Era um calendário lunar - isto é, baseado na rotação da lua, e não na rotação da terra em relação ao sol - e continha dez meses. O ano começava no mês de Martius, e daí vinha Aprilius, Maius, Junius, Quintilis, Sextilis, Septembris, Octobris, Novembris e Decembris. Era uma putaria.
Segundo a tradição, o rei de Roma que veio logo após Romulus foi Numa Pompilius (ou Numa Pompílio, e não confunda com o Pompeu Pompílio Pomposo, emérito personagem vilânico do Castelo Rá-Tim-Bum). Numa Pompilius achou que aquele calendário de dez meses era uma putaria, e o reformou. Ele era rei, ele podia. Ele removeu alguns dias dos meses que existiam e criou dois novos meses, Ianuarius e Februarius. Ele também inventou o predecessor do nosso ano bissexto. Era um ano em que eles faziam brotar um novo mês, e o ano tinha uns 20 dias a mais. Uma putaria. Depois de Numa Pompilius ter ido desta para uma melhor, os pontifex maximus, ou os principais sacerdotes da religião romana, eram os únicos que tinham direito de alterar os calendários. Eram esses pontifex que decidiam que anos eram "bissextos". Um dos últimos pontifex maximus foi Julius Caesar (ou o nosso cumpádi Júlio César), que decidiu que o calendário iria mudar. Sem essa putaria de um mês inteiro novo. Então, com sangue nos zóio, Júlio César baixou o novo calendário, que ficou conhecido como calendário juliano! Ele mandou mudar, também, o mês em que ele nasceu, Quintilis, e que se chamaria Julius. E Primeiro de Janeiro seria, agora, o mais novo primeiro dia do ano - lembrem-se, antes começávamos em Março.
Depois de Julius morrer, veio, então, Augustus Caesar. O cabra-macho que tornou Roma um Império re-reformou o calendário (na verdade, ele continuou a reforma do tio dele), e fez também uma personalização - o mes Sextilis chamar-se-ia, agora, Augustus. E teria, também, 31 dias, para que não fosse um mês inferior ao mês de Julius. Então, por causa de Auguso César temos dois meses juntos com 31 dias. Mas se não fosse ele, não teríamos aquela colinha de usar os ossinhos dos dedos... =D

Bah, se eu continuar falando, ninguém vai ler esse post. E já estamos com poucas visitas, não quero facilitar a evasão de leitores. Ao texto!

WAR
Batalha das Pedrinhas

Estamos nos Sudetos, região montanhosa onde em tempos de paz era a República Tcheca. Hoje em dia, as vilas, esvaziadas, abrigam soldados armados até os dentes. Seus uniformes azuis mal podem ser vistos por entre as casinhas que parecem feitas de brinquedo. A ordem é clara: manter a posição nos Sudetos a todo o custo. Do outro lado das montanhas verdejantes e férteis, soldados de uniformes negros se equipam para o ataque. Cinco batalhões completos estão aguardando a vez, ansiosamente, em seus acampamentos no leste da Alemanha. Eles, também, têm armamentos pesados e devastadores. Que tecnologia eles usam? Pólvora do século XVIII? Projétil de aço? Canhões de artilharia ingleses? Metralhadoras calibre .50? Infantaria anti-tanque? Bombas nucleares de carbonização imediata? Puá. Nenhum ser humano neste planeta viu nada mais devastador do que os três dados vermelhos. Talvez só uma arma possa combatê-la niveladamente: os três dados amarelos, na posse dos oponentes, que defendem o combinado territorial Polônia/Iugoslávia.
O Marechal Preto, comandando os soldados Pretos, necessita da passagem pela Polônia e Leste da Europa pra desembarcar em Moscou. Só falta a Polônia e o território russo para ele conseguir controlar toda a Europa, e conseguir recrutar um bônus de cinco batalhões novinhos para o front islandês. O porquê ele precisa unificar a Europa para ter mais soldados? Ninguém sabe explicar, mas as estatísticas apontam que é só um general controlar todo o continente por uma rodada, e cinco batalhões serão recrutados. E o Marechal Preto é bastante supersticioso.
O Marechal Azul está à espreita, com seus binóculos e seus medidores climáticos, analisando a batalha. Mas ele não precisa da tábua matemática. No fundo, no fundo, ele sabe que a guerra não será decidida em pormenores. Pouco importa se chover, se fizer sol, se é verdade que os soldados dele são uns frouxos que não conseguiram invadir o Oriente Médio, em uma das mais espetaculares derrotas militares do globo. Ele sabe, no fundo, que somente um "seis, seis, seis" poderá manter seus flancos protegidos. Ele não acredita muito em Deus. Quem sabe se ele passasse a acreditar em algum outro ser divino, só pra fazer ciuminho...?

Barulhos de trombetas! Batidas de tambores! Os pretos estão se movimentando! Do alto de uma montanha, surge um jipe preto, com o emblema do Imperador Preto cravado em cada uma das portas. O Marechal Preto, a serviço de seu líder, está se dirigindo ao bunker do Marechal Azul. Requer uma conversação. O encontro é breve, e reservado. A única frase pronunciada pelo líder dos pretos: "cinco contra quatro na Polônia". O Marechal Azul se sente indisposto, ao ver o jipe retornar ao seu lado da batalha para se posicionar para o ataque.
Mal ele consegue contar quantos segundos lhe restam, quando ele ouve um ensurdecedor barulho, vindo de um lugar muito distante. Os dados vermelhos estão sendo rodados! O barulho se repete por minutos. Quando uma voz anuncia, pelo rádio, "Seis, Três e Dois", o Marechal Azul se anima. Poderia ser pior, afinal! Ele se vira para o encarregado de operações militares e ordena a defesa. Novamente, um barulho de chachoalhar as cordas do cérebro ecoam no tempo-espaço. Na sua tela de LCD, aparecem os valores "Cinco, Dois e Dois". Ele pega o rádio, e anuncia os valores em alta voz. Quando ele termina, seus soldados entram em pânico. Homens começam a chorar, alguns agarram fotos de seus familiares, alguns saem correndo. E, do nada, dois batalhões inteiros somem, de repente, como se fossem vapor. Alguns estão aliviados por estar vivos. Outros, lívidos de medo. Mas eles sabiam que a vida era assim mesmo. Nunca se sabe quem vai pro caixão. Ou melhor, pra caixinha.

Alguns minutos depois, rola um tiroteio, algumas bombas, alguns soldados caem feridos. Mas não adianta. A batalha será definida mesmo no dado. O rádio anuncia: "Quatro conta dois na Polônia". A batalha continua. Os dados são rolados. E o atacante sofreu duas baixas, dessa vez. Os soldados negros estão desmoralizados, mas determinados. Os azuis vêem a chance de redenção. Ao que indica, será o conflito decisivo.
Os dados são ouvidos por quilômetros quadrados. O Marechal Preto anuncia no rádio "Dois e Dois". Os soldados azuis riem. Dois? Que ataque de maricas! Tinha que ser ataque alemão, mesmo. Bah, seus órfãos de Hitler, vocês não são de nada! Os dois dados amarelos estão sendo rodados, agora, pelas tropas do Imperador Azul.
"Um deles o quê?", brada o Marechal Azul para seu encarregado de operações. "O dado caiu da mesa, senhor. Teremos que rolá-lo, novamente". "Isso é um absurdo! Coloque-me em linha com o Marechal Negro!"

A conversação é tensa. Os Imperadores Preto e Azul, os gladiadores que lutam pela Europa, se conversam em uma linha de telefone segura. O Imperador Preto tem um leve sotaque francês. O Imperador Azul fala sereno, como um nobre chinês. Mas ele está furioso. "Não aceitarei que minha imagem seja desmoralizada, Imperador Preto. O dado não será re-jogado!". Do outro lado, em um bunker em Paris, o Imperador Preto responde. "São as regras, Azul. Jogue logo, senão você perde por W.O."
Irritado, o Imperador Azul retransmite sua mensagem para seu Marechal nos Sudetos. O outro dado é relançado. O Marechal não pode acreditar. Tudo parecia vencido. Era só vencer um "dois e dois"... Com a garganta seca, ele clama no microfone, antes de desabotoar seu sobretudo: "Um e Um". Um uivo de agonia ecoa. Os dois batalhões que patrulhavam os Sudetos somem. Os pretos marcham, triunfantes, rumando Varsóvia. O Marechal Azul, irritado, foge para Moscou, esperando seu oponente atacar novamente. Mas ele recebe um comunicado pelo rádio. A voz é do Imperador Preto. "Vou parar e remanejar, para puxar carta".
O técnico de operações, que viajava ao lado do Marechal, levanta a cabeça e pergunta: "Puxar carta? O que é isso?". O Marechal o olha. Seus olhos estão com olheiras profundas e tristes. "É uma lenda antiga. Se você conquistar o território de um oponente em uma rodada, poderá comprar uma carta. Três cartas com símbolos iguais, e você pode recrutar mais soldados". O técnico o olha, curioso. "Qual a relação entre os símbolos e mais soldados para recrutar?". O Marechal baixa a cabeça. "Não sei, Ibrahimovic. Só sei que é assim".

Antes de chegar em Moscou, entretanto, o Marechal passa por Kiev, antiga capital ucraniana. No Jornal Azul, ele ouve as notícias vindas da América do Norte. O General Branco invadiu o Alasca, derrotando três tropas vermelhas. O último reduto do Imperador Vermelho. Ele se rende ao Imperador Branco. E o Imperador vencedor vai a público, no dia seguinte, dizer: "Seus viadinhos, perdedores! Eu conquistei a África e a América do Norte! Como esse era meu objetivo, eu declaro a Terceira Guerra Mundial terminada!"
A guerra acabou! Os soldados comemoram. As tensões cessam. As pessoas saem de casa, vêem o sol, visitam familiares. A guerra acabou! Tudo porque o Imperador Branco concretizou seu sonho de infância - unificar a África e a América do Norte em uma grande nação transatlântica. "Não é para entender", falou um cientista político, em um talk show, dois meses depois. "Todos simplesmente concordaram que conquistar a África e a América do Norte era algo digno de nota. E parabenizaram o Imperador Branco. Simples assim!"

Os imperadores se reúnem meses depois, em Johannesburgo. Congratulam o Imperador Branco. Fazem uma festa. Eles se dizem cansados do confronto. "E agora?", diz o jovem Imperador Verde, que foi vencido prematuramente. "Quem quer ir lá em casa pra gente jogar Winning Eleven?"

Ouvindo:
Seven Days in Sunny June
Jamiroquai
Dynamite (2005)

domingo, 19 de agosto de 2007

Reino da Bagunça

Boníssima noite, mes amis! Eu estou aqui, firme e contente, para mais uma vez postar neste blog que tanto prezo! Postar coisas legais, como sempre! Ah, que maravilha é ter um blog pra poder escrever o que eu bem entendo... Recomendo a quem se interessar. É fácil e divertido. Só consome um pouco do seu tempo mas, eu, por exemplo, acho que é bestante legal parar, às vezes, pra reler meus textos e rir um pouco com eles e me orgulhar deles.
Pronto, o momento Narciso passou.

Como é de praxe, algumas palavras merecem ser ditas antes de começarmos. Antes de mais nada, agradeço a vocês que comentaram o meu post passado. Como a minha prima Cibele sabiamente analisou, foi necessário um post ligeiramente político pra fazer as opiniões das pessoas pulular aqui. Entretanto, apesar de ter parecido um golpe estratégico muito sagaz de minha parte, a minha intenção não foi essa, na verdade. Essa idéia de post nasceu depois de uma conversação com um amigo meu do trabalho, em que falávamos que não precisamos, afinal, de dinheiro. Só queremos as coisas legais que podemos comprar com ele. Como eu tenho uma mente fértil, foi um pulo.
Segunda coisa a se dizer - depois de ler alguns comentários e reler à exaustão o meu post, passou pela minha cabeça que alguns de vocês, leitores, não tenham entendido que eu estava sendo razoavelmente irônico. A ironia é um dos adjetivos mais queridos por mim, sabe? Eu uso (e abuso) dele, caso ninguém nunca tenha notado. É uma diversão. Seja lá como for, espero que não tenham se equivocado: eu não sou comunista, nem pretendo ser tão cedo. Todo o texto passado foi uma grande piada. Eu achei que não precisasse dizer isso nesse blog, e já é a segunda vez que faço isso. Vocês me decepcionam. =/

Vamos lá! Agora acho que tenho algo pra escrever, então vou rápido antes que eu desista dessa idéia também. Yahoo!

Reino da Bagunça

Se tem uma coisa que você aprende com a sua família é: você não manda em zica nenhuma da sua casa. Reduzido à condição de obediente fiel de seus genitores ditadores, você tem que fazer as vontades deles e acatar aos seus "pedidos", sob a falsa acusação de que "tudo é para seu bem". Ou eu estou mentindo? Usurparam de seus direitos essenciais, garantidos pela Constituição de 1988 e da Declaração dos Direitos Universais dizendo que todos somos livres, e fazem com que você os obedeça ou morra. Quantas boas opções pra se escolher...
Como todo bom guerrilheiro, entretanto, tentamos dobrar a infeliz ditadura imposta por esses reacionários. Éramos presenteados, em nossos tempos antigos de nanicos, com um pequeno feudo, ao qual chamávamos "quarto". Neste território guardaríamos nossas tranqueiras, faríamos nossas pequenas obrigações escolares (muitas, na verdade) e dormíamos. Usualmente, dormíamos cedo, porque não podíamos ficar acordado até tarde. Era injusta a vida de uma criança.
Mais injusto ainda era o fato de nossos pais - principalmente as mães, que são narigudas desde o tempo que a Bíblia era lançamento - quererem tomar conta da única parte da casa que ainda era nossa. Mesmo que não fosse muito, mesmo que não fosse de verdade, era a parte que era mais nossa, não? Onde dormíamos e podíamos ter chiliques quando deitavam em nossas camas e onde guardávamos nossos brinquedos e nossos livros. Mesmo lá, queriam se meter, e arrumar, e organizar. Qual é a deles?

Quer dizer, parece até meio lógica e recíproca a idéia que no seu quarto você quem manda, não? Não pode fazer bagunça na sala porque as visitas podem ver. Não pode fazer bagunça na cozinha porque as louças podem quebrar e esses trecos todos. O banheiro é muito pequeno, não tem graça bagunçar lá. A não ser debaixo do chuveiro, mas o pai também chiava que chuveiro ligado custa caro, et coetera. No quarto dos pais, imagine, nem morto, nem pensar, não pense nem em sonhos, seu moleque. O que nos sobra, então? Nosso quarto, naturalmente! Era o lugar em que temos a maior parte de controle, afinal de contas. Se é razoável a idéia de que não podemos nos meter no quarto dos nossos pais, não é razoável também que nossos pais não podem se meter no que é nosso? Claro que sim!
Partindo dessa premissa, cuidávamos para que nosso quarto virasse, digamos, uma zona anárquica. Lá você tirava seus quilos de brinquedos, brincava com eles, se divertia, chamava amigos, jogava Banco Imobiliário e WAR ou, se você, cheirosa dama, fosse uma menininha, brincava com suas semelhantes de Barbie e o que a conviesse. Era de se esperar que, pragmáticos como éramos quando criancinhas, pensávamos que era milhares de vezes mais fácil não guardar as coisas porque, dã, amanhã brincaríamos de novo! Pra que eu vou perder tempo desmontando tudo e guardando se eu posso, tão simplesmente, deixar ali, no cantinho, e amanhã eu brinco do mesmo jeito que está hoje? Uma mentalidade prática, evoluída, que pensa no futuro. O tipo de mentalidade que as empresas de hoje procuram em seus trabalhadores.
O tipo de mentalidade que seus pais, aqueles arcaicos, memórias vivas da Era Medieval, fazem questão de evitar ter. Eles preferem ter a velha opinião formada sobre tudo, sabe? E acham que deixar as coisas jogadas por aí é uma afronta, um perigo para a sociedade, os modos e o bom costume, e obrigam você a obedecer o Ritual dos Costumes Ultrapassados. Aqueles arcaicos. O que acontece é que você tem de desmontar seu castelo de Lego todiiiinho, só porque ele não pode ficar em cima da estante ou do lado da cama. Ou guardar seu cemitério de automóveis depois que você narrou com o máximo de emoções uma corrida de carrinhos até a morte de todos eles. Ou juntar todas as suas bonecas e tranqueiras porque estavam no meio do quarto. É claro que estavam! Vou guardar no cantinho, onde é mais difícil de pegar? Mas era exatamente isso que eles queriam. Organização...

Seja lá como for, você descobria, frustrado, que não havia muito que reclamar. O quarto não era seu, nem nunca foi. É um empréstimo, meu querido, e pare de reclamar antes que cobremos aluguel, dizem os pais, capitalistas comidos pelo mercado especulativo. Seu pai, podendo imitar um gorila - já discutimos isso antes, lembram? - dizia que esta era a casa DELE, quem manda é ELE, e aquele festival de testosterona. Sua mãe dizia as mesmas coisas, mas não com essas palavras e nem com os mesmos gestos. Mas era razoavelmente a mesma coisa. E arrume já seu quarto!!
Mas seu espírito guerrilheiro nunca cessou de gritar dentro da ditadura! Você arrumava. Contrariado, porém arrumava. Maaas quando seus pais achavam que você havia aprendido a lição, hehe, você ia novamente e quebrava tudo! Venham, amigos! Vamos botar este templo de paganismo abaixo! Um viva à bagunça! Yabadabadoo! E vamos nós remontar tudo, perder mais pecinhas, derrubar mais coisas, sujar algumas camisetas e o colchão e o travesseiro...

Eventualmente, entretanto - como é natural - você cresceu. Agora, em vez de deixar seus carrinhos (ou bonecas, conforme eu já discerni) jogados por aí, você deixa seus pertences escolares e roupas e livros e outros bens que você mantém agora, que é um adolescente metido à besta. Sim, sua infância acabou e, com ela, a vontade de deixar bagunçado pela pura diversão da bagunça. Agora é hora da bagunça porque sem ela as coisas ficam vazias pra você. É mais ou menos nessa época que você desenvolve o senso de "bagunça organizada", em que está bagunçado, ok, mas eu sei me entender nessa bagunça. Sei achar onde estão meus livros, minhas roupas limpas, meu travesseiro. Ele está em algum lugar aqui, eu tenho certeza...
Você mudou. Seus pais não. Nossos exemplares da Monarquia Absolutista continuam achando que seu quarto é tão-somente uma colônia da casa deles, e continuam obrigando você a manter aquilo limpo. Arrume os livros! Guarde as coisas! Mantenha a cama limpa! Dobre suas roupas! Isso parece um disco arranhado.

Para manter o quarto a seu bel-prazer, você tem que ser perseverante, persuasivo, paciente e bastante original. O truque é tentar convencer seus pais de que não existe futuro e não existe jeito, o quarto não tem arrumação. Eu e meus irmãos, a título de exemplificação, vencemos minha mãe xerifona porque a gente foi duro na queda. Nossas camas eram cenários de guerra, nossos guarda-roupas eram cenários desoladores, nossa escrivaninha era o que sobrou de um filme do Arnold Schwarzenegger. Minha mãe ia à loucura. A gente dizia que íamos arrumar depois, que estávamos ocupados estudando, essas coisas. Dizíamos que era Feng Shui, pra manter o espírito da casa positivo, sabe? Ou mandávamos o clássico "Pra que arrumar a cama? Hoje à noite vou desarrumar de novo!". Aliás, ainda não conseguiram me responder essa última pergunta. Minha cama está lá, com montes de roupas e coisas desdobradas. Como eu havia escrito outra vez no meu perfil do orkut, o site do turco louco, "é uma cama de um garoto comum, cazzo!".
Portanto, não desistam, guris! Lembrem os seus pais que o seu quarto pode até ser deles, mas é seu também! Lá vocês podem fazer a bagunça que quiserem! Lá o mundo é de vocês! E se eles não achem, bem, mostrem a eles que é melhor só o quarto bagunçado do que, por exemplo, o quarto e a sala, o seu quarto e o quarto deles... Bagunce a sala até eles cansarem, e aí dizerem "Tá legal, vá fazer bagunça no seu quarto!". Vitória da guerrilha! Parabéns!

E continue lutando pela liberdade, guri! Mantenha o sonho vivo!

Ouvindo:
(Don't) Give Hate a Chance
Jamiroquai
High Times: Singles 1992-2006

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Drops

Boa noite, galera feia e fedida! A última semana deste glorioso mês de Julho está a se esvair e, com ele, nossas férias tão prezadas! Oh, não!!

Correndo contra o tempo, Rafael aquece-se e prepara-se para mais uma postagem no Inominativo! Pra você que está tremendo de medo, esperando outro sermão político chato, nada tema! Desta vez, deixarei Lula e a Companhia do Terror para os lados de lá. E hoje é dia de folia!

Drops

O Rafael que vos fala esteve presente, neste domingo que acabou de passar, em um importante evento de cultura jovem japonesa. O AnimeFriends, um dos maiores eventos temáticos do Brasil, congregou milhares de adolescentes de todas as idades para o que foi uma das bizarrices mais divertidas da minha singela existência! Acho que nenhum historiador, cientista político, antropólogo ou metido a sabichão previu que em algum ponto do simpático ano de 2007 teríamos tantos brasileiros andando por aí com roupas de personagens de histórias japonesas, aprendendo a falar japonês - e o que é mais incrível, com sotaque - e se sentindo em casa ouvindo músicas que tampouco eles entendem o que diz! Se bem que, se pararmos pra pensar, quando o rock aterrisou aqui no Brasil devem ter pensado exatamente a mesma coisa...

***

Observava eu como é curiosa a nossa gente. Junto de tendinhas que vendiam camiseta do Chaves, tinha camisetas do Che, dos Ramones, do Rammstein (receio que tenha acertado o nome) e de quilos de desenhos nipônicos. Como pode todo mundo gostar de tudo isso ao mesmo tempo? Quer dizer, qualquer um que já assistiu meia hora de anime japonês sabe que é descabido uma pessoa que goste daquelas músicas poder ouvir Ramones e gostar. Eu também pensava assim, na verdade, até que eu vi umas 3000 pessoas que gostavam de tudo isso e muito mais. Vi gente macho o suficiente pra fazer franjinha emo e pintar de roxo, pra andar por aí com uma katana de mentira e achar que está abafando, pra se fantasiar de Escórpion e rebolar no meio da rua... Tem que ser muito macho, mesmo. Não sei se sou tão macho assim.

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Vi nesta feira de animes uma idéia genial, como só o povo brasileiro poderia ter: barraquinha de hot-dog self-service! Por favor, atentem para o fato de que ambas as grafias estavam corretas. Como funciona? Você pagava R$3,50 pra menina que ficava recebendo as fichas lá, e você ganhava um pão de hot-dog com duas salsichas. A partir daí, você colocava o quanto quisesse do que bem entendesse. Ervilha, milho, vinagrete, maionese, catupiry, mostarda, catchup e, o meu preferido, batata palha. Eu me senti fazendo umas 3 refeições ao mesmo tempo. \o/

***

Falando em comida, estava a me perguntar hoje - como é que será que inventaram as guloseimas? Quer dizer, como é que um dia alguém descobriu que se você misturar ovo, farinha, leite e chocolate sai um bolo de chocolate depois de uma hora no forno? E quem diabos imaginou que pegar a clara do ovo e socar e socar e socar e socar ela faria dela uma massa levinha? Quem, oh, quem, idealizou uma massa feita de trigo socado e triturado, e que ficaria crocante e gostoso depois de um tempo sobre o fogo?
Pra começo de conversa, quem teve a brilhante noção de que comida sai de dentro de sementes?

***

Na saudosa Anatólia do século XIII - se você não sabe o que é Anatólia, procure pelo mapa da Turquia e note o pedaço maior dela, que é uma península e um planalto, de nome Anatólia - contam as lendas que existiu um homem muito sábio e muito sacana, que é chamado pelos falantes da língua lusitana de Nasrudin. Este homem, que não se sabe ao certo onde nasceu, mas que deve ter vivido por ali, onde hoje fica a Turquia. Todos os povos vizinhos contam estórias exaltadas desse cara, que parece o ó do borogodó furado, mesmo. Permitam-me contar uma:

Estava Nasrudin na paz do seu lar, quando fora convocado para realizar o Kuthba (sermão islâmico feito antes das preces de sextas-feiras) a um grupo de fiéis. Contrariado, o mulá Nasrudin chegou aos fiéis e perguntou "Vocês sabem sobre o que pretendo falar?". Ao que eles responderam que não sabia. O mulá ficou furioso, e disse "Como é possível que eu fale algo se vocês nem sabem o que falarei? Vou-me embora!". Virou-se e saiu.
Envergonhados, os fiéis foram novamente ao mulá, pedindo para que ele fosse na próxima sexta proferir ao Kuthba. Nasrudin concordou. Ao chegar para os fiéis, perguntou se eles sabiam sobre o tema. Eles responderam, desta que vez, que sabiam. Então, Nasrudin disse "Que ótimo, não tenho nada para dizer, então". E se retirou.
Obstinados, os fiéis foram mais uma vez pedir o sermão de Nasrudin. Ele chegou lá e disse: "Vocês sabem, afinal, o que tenho para dizer?". Os fiéis se dividiram, e metade respondeu que sim, enquanto outra respondeu que não. O mulá sorriu, e disse "Então, aqueles que sabem contem para aqueles que não sabem".

***

Até mais, gente que adoro!

Ouvindo:
Riders on the Storm (Fredwreck Remix)
Snoop Dogg feat. The Doors
Need for Speed Underground 2 Exclusive (2004)

domingo, 10 de junho de 2007

Discromatopsia

Bom-dia, pessoal!! Mais um ensolarado domingo de sol e de alegria pra nós, não? Pois é, nada como um feriado com muito sol e uma temperatura amena para que ninguém faça nenhuma obrigação que tinha prevista. Eu, por exemplo, furei três obrigações minhas. Viva a procrastinação!

Mas tem uma coisa que eu não posso esquecer-me. Nããão senhor, eu não posso procrastinar a atualização do meu blog. Quer dizer - na verdade, eu posso. Mas uma hora eu tenho que atualizar aqui, né? Senão ninguém visita.

Agora vejam vocês - eu tive uma simpática idéia para atualizar meu blog. Mas foquei tão fortemente neste treco de procrastinação que esqueci do que iria falar. E não adianta, não vou conseguir puxar de novo. Então vamos improvisar. Tive uma idéia.

DISCROMATOPSIA
Explicação (Não Tão) Prática sobre Problemas com Cores

Uma vez, quando eu era jovem, eu tinha um blog. Não este, evidentemente, porque este é relativamente novo. Era O Mal do Século, blog que eu já mencionei aqui às toneladas. Em uma das minhas primeiras postagens lá - na verdade, a segunda postagem - falei, de uma maneira realmente torta, da minha visão pessoal sobre o Daltonismo. Manja, aquela doença que dá que as pessoas confundem cores? Então. Era um texto engraçadinho, aquele.
Daí, a minha teoria caiu por terra quando, vejam vocês, eu fui atrás deste, ahn, sintoma. Ou deficiência, sei lá. Seja lá como for, eu fui atrás pra descobrir como funciona. E como isso faz parte da zona de culturas inúteis para a grande parte da população mundial, eu achei digno de colocar isso aqui. Até porque eu preciso postar algo no Inominativo, não é mesmo?
Vamos lá - quando você enxerga, seu olho percebe as luzes que entram nele. E a luz, vocês sabem deeeesde que são pitoquinhos, é branca porque tem um monte de cores dentro dela. Manja a história da luz do Sol se dividindo no arco-íris? VLAVAAV, diria Beakman. É assim mesmo. Daí que o nosso olho consegue perceber três grandes faixas de cores de luz: o azul, o vermelho, o verde. Todas as cores que você capta é, na verdade, uma mistura dos três tons, em maior ou menor grau. Se você já mexeu um pouco com um editor de imagens, como o Paint, ou com HTML, sabe do que eu estou falando. O amarelo, por exemplo, é uma mistura da luz vermelha e da luz verde. Simples, né? Tão simples que a tecnologia de televisores e de monitores baseada em tubos de raios ionizados é, na verdade, baseada nesta nossa propriedade. Cada quadradinho da TV ou do monitor tem 3 células. E elas brilham conforme a cor deve ser mostrada.
O seu olho enxerga, então, somente três cores. Mas as cores são vistas simultaneamente, de modo que as cores se misturam e você percebe as multiquaquilhares de cores que existem por aí. Agora, pergunto: o que acontece quando uma das células não funciona, e uma das cores não é notada? É exatamente aqui que entra o problema de um discromatóptico - ou daltônico. Ele tem um erro na formação dos cones (o nome das células que enxergam o vermelho ou o verde ou o azul), e um dos tipos de cones não funciona - ou, pior ainda, dois ou três. E aí, a pateta não faz a função dela de enxergar a sua luz respectiva. E quando uma cor qualquer chega no olho de um daltônico, ele não percebe um dos pedaços da cor, e se confunde com outra cor!
Vamos pegar como exemplo um tipo comum de daltônico - o cara que não trabalha bem com o cone verde. No exemplo do amarelo que dei lá em cima, por exemplo, o cara poderia confundir o amarelo com um tom mais alaranjado, por que ele não reconhece o verde, entende? E aí, então, eles podem confundir algumas cores.
É essa a verdade por trás de um daltônico, amigos. A deficiência de enxergar uma das cores faz com que outras quilhões de cores deixem de ser vistas, e o verde escuro pode ser facilmente confundido com o marrom, entende? O amarelo e o verde também podem ser misturados. Se você tiver um monitor mais novo, pode configurá-lo para que ele mostre somente duas das três cores principais. Você pode, por exemplo, desativar o verde, pra saber do que estou falando. O que era verde fica com um tom meio amarronzado.
Agora, por que estou falando tudo isso? Bom, porque um oftalmologista, nesta terça-feira, corroborou o que eu desconfiava há algum tempo - eu sou daltônico! Aê! Tenho problema para distinguir uma gama de cores simpáticas! Não é amável? Mas eu vou tranqüilizar os senhores: eu não vou morrer, nem vou ficar inválido em casa jogando video-game o resto da vida. Eu tenho uma deficiência levíssima. Tão leve que eu sei distinguir a maioria das cores importantes. Mas algumas coisas mais sutis eu não consigo fazer. Cool, huh?

A título de informação:
Monocromacia - é quando o ser não enxerga cor nenhuma. Tudo pra ele é uma grande imagem em P&B. Ele só enxerga o preto, o branco e os diversos tons intermediários. Cor? O que é cor?
Dicromacia - é o cara que não enxerga uma das três cores. Ele tem o problema que eu expliquei em cima, e o verde ou o vermelho ou o azul simplesmente não existem pra ele. Coitado.
Tricomacia anômala - é o infeliz que nem eu, que tem as três cores funcionando, mas uma delas não funciona bem, e não pega todos os tons. O meu caso é de deuteranomalia: eu tenho um ligeiro problema com as células verdes, e os tons verdes ficam muito próximos dos tons vermelhos. E eu posso confundir um carro verde e achar que é marrom, se estiver muito escuro e ele passar muito rápido, e o verde for muito escuro, entende? Mas para todas as outras coisas, eu acho que consigo viver feliz. Jogar video-game, pagar minhas contas, comer pudins de coco, dar "Pedala, Robinho!". Tudo normalmente. =D

Tudo isso para contar para vocês que eu sou anômalo. Já não bastasse o fato de eu ser canhoto, de eu ser míope, de eu ser pobre, de eu ser brasileiro, eu também decidi ser daltônico. Aliás, será que eu posso aproveitar a minha situação deficiente e pedir cotas para daltônicos nas faculdades e nas empresas? Já que todo mundo pode abusar do Governo patet... eeeerm, bonzinho que temos, eu também quero!
Tudo explicado, post escrito, dispeço-me aqui de vocês. Mas, ah, não antes de lembrar que hoje a Karlinha, milhares de vezes mencionada aqui neste blog, grande amiga minha de longa data e assídua freqüentadora, está em seu aniversário!! Aê!! Feliz aniversário, Ka! Que a gente comemore seu aniversário aqui no meu blog por anos e anos e anos e anos...!! Dou-lhe dois beijões!!

Agora, sim, boa tarde pra vocês, crianças! Até a próxima. ^^

Ouvindo:
I Am Somebody
Santana feat. will.i.am
All that I Am (2005)

sábado, 31 de março de 2007

Drops

Dia bom, galera! Sabadão ao vivo e em cores para os vagabundos que adoram não fazer nada, não é mesmo? Ainda bem que eu não sou um destes =D
Como eu vou passar 4 dias fora, não vou poder atualizar o meu blog nesse ínterim. Então, vou deixar um post aqui para que vocês não deixem de me amar, que tal? Assuntos randômicos que não renderam posts nenhum! Este é o espírito do Drops de hoje.

***

Claro que isso não interessa à maior parte de vocês, mas estou indignado com a Federeca que comanda o futebol internacional - conhecida também como FIFA - , que resolveu agora fazer loteria de títulos mundiais com times menos favorecidos. Depois do Corinthians ter sido o primeiro sorteado para ganhar uma casa própria... erm, quer dizer, um título mundial, totalmente oficializado pela "organização maior do desporto futebolístico global", foi a vez do Palmeiras ganhar na raspadinha premiada um troféu dourado. Ouvi dizer que eles devem agora dar um título mundial para quem juntar cinco anéis coloridos da Coca-Cola e trocar no posto mais próximo. Que patético... Será que algum palmeirense feliz vai MESMO comemorar?

***

Por falar em feliz, fui hoje ao Burger King do Shopping Eldorado. Na ocasião, havia acabado de sair da sala de cinema após assistir "300", com o Rodrigo Santoro e um ótimo elenco desconhecido. Filmaço. Seja lá como for, estávamos olhando o cardápio do BK. Começamos a conversar com a mocinha do sorriso simpático atrás do balcão. "Então, esse lanche é bom? Eaê, esse tem bastante alface?". Depois de muita conjectura, eu pedi um que parecia muito colesteroso, com bastante bacon, muita batata frita e , pra terminar, pedi bastante ketchup. Na hora da bebida, eu olhei para a maquininha, olhei pra cara da mocinha e disse: "ah, acho que Coca-Cola tem muito açúcar, vou pedir algo mais saudável. Me vê um Nestea?" :P Foi legal ver a cara dos meus amigos ^^

***

Daí o Burger King tem uma coroa de papel de brinde. Bem legal, laranjinha e escrito "Burger King" do lado. E eu peguei um - é grátis para qualquer bobo - e fiquei usando enquanto comia. Depois que terminamos, fomos passear pelo shopping. Daí notei um fato bastante notável: todas as mocinhas do shopping estavam olhando para mim! Rafael, coitado dele, achou isso bastante legal, poxa, não é sempre que ele sai fazendo sucesso no shopping. Depois de mais de meia hora de um breve felicidade, uma das mocinhas olhou para mim e olhou para o alto da minha cabeça. Daí eu lembrei da coroa. E matei a charada: as pessoas estavam vendo eu fazer papel de bobo. =D

***

Orkut Buyukkokten, o turco louco, o cara que criou o orkut, o mais novo herói brasileiro, está na pátria verde-e-amarela. Descobri isso no blog do Jacaré Banguela, onde eles conseguiram uma entrevista com o turco louco no Rio de Janeiro, aquela cidade esquisita. Acontece que o turco está vindo para São Paulo. E ele vai dar uma palestra para alunos universitários. E, adivinhem só? O prédio onde essa entrevista vai ocorrer será o Anfiteatro da minha faculdade, a FEA-USP. Deixa eu traduzir: Orkut Buyukkokten virá para uma palestra na minha faculdade, na minha cidade, no meu país. Ah - não será possível reservar vagas. Quem chegar primeiro, pega as vagas. Eu vou chegar na palestra com 4 horas de antecedência \o/

***

Fecho aqui o drops. Até mais, galera! E boa semana! Estou de volta antes da Páscoa!
Swatch! /o/

Ouvindo:
I'd Rather Dance with You
Kings of Convenience
Riot in an Empty Street (2004)

segunda-feira, 26 de março de 2007

Aplicações Práticas do Truco

Oba! Inominativo de volta para o post de número 20!! Keep it rolling, Rafael!

Sabe que eu estava contemplando a página inicial do meu blog hoje - normalmente, é o que faço quando quero atualizar aqui e não sei o que posso escrever - e pensei que, em mais de três anos de carreira blogueira, eu nunca falei sobre o meu esporte preferido! Tá legal, descontando possivelmente o futebol, porque eu sou realmente fanático a respeito desse. Mas eu estava falando do truco! O jogo de cartas mais emocionante que já joguei em vários e vários anos! Uma disputa interessante e divertida! Ah, o truco... Ah, o truco!
Acontece que uns dirão - bah, que perda de tempo este jogo, pois só atrasa a vida. A minha missão hoje, aqui, é mostrar que este pensamento é um ledo engano, leitor. Então, vou mostrar um pouco das minhas empíricas conclusões a respeito das

Aplicações Práticas do Truco

Se você nunca jogou truco, vou usar este parágrafo brevemente para tentar esclarecer. Truco é um jogo de melhor de 3, onde a sua missão é colocar a carta mais alta. Se você colocou a carta mais alta (ou o seu parceiro, se o jogo for em duplas/trios), você ganha uma mão. Ganhou duas mãos em 3, você ganha um tento - o mesmo que ponto. Quem juntar 12 tentos primeiro, ganha o jogo. Você pede truco quando você está a fim de apostar mais tentos em uma rodada só - isto é, em vez de ganhar um tento, ganhar 3. A outra dupla pode aceitar a aposta, dobrar a aposta ou fugir dela e te dar a vitória simples. Fácil, né?
Muito bem: e onde eu uso o truco na vida real, Rafael? Bem, acontece que o jogo de truco, felizmente, não é só colocar a carta mais forte. É aqui que eu faço alguns paralelos que considero importante. Tomem nota:

* Estratégia:
Um jogador de truco que se preza não deve depender da sorte. Claro, a sorte ajuda pra caramba, mas às vezes ela te abandona para roubar descaradamente para o oponente. Assim, você tem que ficar treinado em saber quando jogar as cartas importantes, quando jogas as fracas e quando jogar as vencedoras. Sabe, deixar aquela valiosa para o fim pode ser boa, mas às vezes vale mais fazer a primera mão, né? Analogamente, levar uma vida feliz exige este teco de estratégia. Pra você, por exemplo, saber quando é hora de xingar um corinthiano, quando é hora de ficar na sua e não ofender e quando é hora de sair correndo de uma turma de corinthianos enfurecidos. Sabe, a sorte, esta traidora, adora se engraçar para os outros lados... Então, aprenda a se virar e jogar com o que você tem na mão. E torça pra que a sorte não te derrube \o/

* Medidas desesperadas:
"Tá no Inferno, abraça o Capeta", dizem aquelas frases que viram moda nos nicks de MSN. Ser um truqueiro é respeitar em certos graus este ensinamento. Ele quer dizer que quando você está atrás no placar, sem chances de vencer e com pouco para piorar, aproveite para piorar de vez e peça truco! Oras, se a situação está realmente terrível, a gente prefere tentar consertar ela ou acabar de vez, não é? Então! Se seu oponente vencer uma partida trucada, ele está mais perto de vencer e de acabar logo com a surra. E se você ganhar os pontos, você consegue alcançar o placar desvantajoso, certo? É mais ou menos essa a idéia. Tá devendo pra Máfia Chinesa, pra Máfia Russa, pra oito bancos e pro Governo? Pega um dinheiro com um agiota e vai pra Las Vegas! O pior que você pode conseguir é mais uma dívida, grande coisa. Agora, se você consegue uma fortuna, você pode até saldar algumas dívidas! Ou não, também, vai que você prefere se esconder no Himalaia...

* Cara-de-Pau:
Como eu falei, a sorte gosta de se enveredar para outros cantos. Acontece que nem sempre os outros sabem que você está sem sorte. Se aproveite deste momento, em que eles não sabem o que aguardar de você, e minta! Blefe! Aproveite suas habilidades como descarado, e diga, sem escrúpulos, que o que você tem vai assustar até a falecida bisavó do indivíduo! Grite truco que nem um gorila bêbado, e se delicie com a cara de pânico dos outros! Claro, eles podem aceitar, mas, ah, que foi gostoso enquanto durou... Razoavelmente, a mesma idéia pode ser aceita para suas relações. Ao contrário do que dizem os puristas sem-graça que não sabem viver com risco, mentir de vez em quando não dói. É claro, é bom que você saiba dosar as mentiras que você conta, e que saiba mantê-las, né? E, de tabela, você fica um cara treinado em reconhecer outros mentirosos. E é útil saber quando alguém está mentindo pra você, não? Só pegue leve, porque você não gosta quando dedam uma mentira deslavada sua, não é mesmo?

* Comportamento:
Assistir os seus oponentes e parceiros é uma interessante maneira de aprender melhor como eles se comportam em um derby. Sabe, notar se eles são muito mentirosos, se eles são falastrões, se eles jogam na deles, se eles só pedem truco quando estão com um bom jogo na mão... Enfim, interpretar o colega. Informações destas podem ser úteis em situações de risco e em análises em geral. Sabe, pra saber se o cara tem mesmo um jogo ótimo ou não. Sabendo analisar respostas assim no truco, você pode ficar craque em observar as mesmas pessoas em outros ambientes, e fazer paralelos entre o jogador de truco e o seu amigo de longa data. O cara que mente muito no truco é muito mentiroso na vida real? E o quietinho, que só fala quando precisa, e ninguém nem ouve o truco dele? Essa é uma maneira interessante de aprender sobre os outros.

* Círculo social:
Para concluir, uma das aplicações práticas fundamentais de uma partida de truco: conhecer pessoas. Digo por experiência própria que o truco é uma das melhores maneiras que conheço de aproximar pessoas. Oras, meus melhores amigos do cursinho me foram apresentados em partidas de truco. E ela serve pra você botar a fofoca em dia, pra contar piada, conhecer uma amiga de um amigo - ou o contrário -, enfim, para você se manter, também, um cara sociável e presente. É claro, qualquer tipo de jogo que exija interação entre pessoas tem a mesma capacidade, como futebol, fliperama, Banco Imobiliário e o saudoso esconde-esconde, das épocas infantis. Eu poderia falar do WAR, mas é mais fácil você estragar uma amizade antiga do que fazer novas jogando este. Além do mais, é fácil levar um baralho para lá e para cá - eles cabem dentro do bolso =)

Fico por aqui hoje, gente, dizendo que, sim, é possível jogar truco e, de quebra, se dedicar pra escola e faculdade. Eu só não descobri ainda como, mas eu vou pensar em algo. :)
Então é isso hoje, gente bonita que vive aqui! Até algum destes dias, espero postar aqui de novo! Um viva ao truco! Hooray! \o/

Ouvindo
In My Head
Queens of the Stone Age
Lullabies to Paralyze (2005)

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Uma Piadinha

PLANILHA DE DADOS DE MATERIAL NOCIVO
Elemento: Mulher
Descobridor: Adão
Massa Atômica: Aceita como 55kg, mas sabe-se que varia entre 45kg e 225kg

PROPRIEDADES FÍSICAS
1. Ferve na temperatura ambiente.
2. Congela sem razão aparente.
3. Derrete se receber tratamento especial.
4. Amarga, se incorretamente usada.
5. Doce como mel, com o tratamento correto.

PROPRIEDADES QUÍMICAS
1. Tem grande afinidade por Ouro, Prata e uma gama de pedras preciosas.
2. Absorve grandes quantidades de substâncias caras.
3. Pode explodir espontaneamente sem aviso prévio e sem motivo aparente.
4. Agente redutor de dinheiro mais poderoso conhecido pelo homem.

USO COMUM
1. Altamente ornamental, especialmente em carros esportivos.
2. Pode ser de grande ajuda em relaxamento.
3. Pode ser ótimo agente de limpeza.

TESTES
1. Espécime puro fica róseo quando feliz.
2. Fica verde quando exposta a um espécime de melhor qualidade.

PERIGOS POTENCIAIS
Ilegal possuir mais de um, embora vários podem ser mantidos ao mesmo tempo em diferentes locais, desde que as espécimes não entrem em contato direto umas com as outras.

!! AVISO !!
EXPOSIÇÃO PROLONGADA A ESTE ELEMENTO PODE CAUSAR SEVERA HEMORRAGIA FINANCEIRA E DISTRAÇÃO MENTAL.
TENHA CUIDADO, AS PROPRIEDADES ACIMAS SÃO VISTAS EM TODAS AS MULHERES DO MUNDO

***

Eu já tinha visto esta imagem na net várias vezes. Eu estava a fim de atualizar o Inominativo, mas não achei nada. Então fiquem com isso.

Rafael ama a todas vocês, mulheres. Um beijo em cada uma de vocês! ^^
E um abraço para um eventual cueca que caiu aqui

Ouvindo:
Keep the Dream Alive
Oasis
Don't Believe the Truth (2005)

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Dia de Cão

Há, esta história eu tenho que contar no meu blog! Pra que vocês vejam como a minha vida realmente merece um seriado. E pra quando eu reler este post, no futuro, eu dê risadas de mim mesmo. Sim, ontem foi um dia tragicômico. ^^

Uma vez que eu não tenho fotos do meu quarto, vou pedir pra vocês imaginarem a cena. A porta do meu quarto abre para dentro, e atrás dela, respeitando o espaço certinho para que ela abra completamente, começa a escrivaninha. Portanto, é um intervalo relativamente pequeno. A porta do meu quarto fica sempre aberta, já que ninguém costuma fechá-la, mesmo. Meu quarto já parece uma masmorra, e se fechar a porta... E, finalmente, na frente da porta aberta - e, portanto, ao lado da escrivaninha - fica uma tábua de madeira, de 50x20 cm, que era uma prateleira de algum armário nosso. Ele não foi mais necessário, então nós removemos a prateleira, mas nunca a jogamos fora. Ficou lá, encostadinha, sem dar trabalho.
Até ontem.

17h00. Vieram duas senhoras, pq estamos nos desfazendo da estante da sala e da mesa do computador. Novos exemplares foram comprados, e não queremos mais os antigos. Enfim, as mulheres vieram com os filhos dela, e como crianças costumam ter medo de cachorros, eu tive que colocar o Pluto, meu cãozinho querido, dentro do quarto. E fechei a porta. Quando eu fechei, eu ouvi o barulho da tábua de madeira caindo, mas eu estava ocupado atendendo as senhoras, e deixei pra lá. Muito bem. Quando acabou o serviço, fui lá, remover o meu cacholinho, coitadinho, que estava no quarto. Mas a porta não abriu. ^^
"Vitor", disse eu para meu irmão, que estava realmente ocupado jogando video-game. "Tem alguma coisa errada com a porta". Pois foi aí que eu lembrei do barulho da prateleira. Eu já saquei tudo: assim que ela caiu, ela bateu na porta, e está impedindo a porta de ser aberta para dentro. E o cachorro está lá. E eu não conseguia abrir a porta mais de 2 centímetros para ver onde a tábua estava. Sabe quando você coloca o pé na frente da porta para impedir ela de se mexer? Pois é, em vez do seu pé, coloque uma tábua de meio metro entre a porta e a escrivaninha. E você tem uma trava realmente impenetrável.
"Putaqueoparel, Vitor, a porta está travada por dentro. Com o cachorro lá. E agora?". Bom, vamos lá, tentar forçar a porta, tentar empurrá-la, ver se a mão cabe dentro dela. Nada. E o meu cachorro, pra ajudar muito, gania, pedindo saída. Depois de algum tempo em tentativas, eu vi a única luz para um filho em desespero: liguei pra minha mãe. Mas eu não consegui, então passei o telefone pro meu irmão e ele foi tentando.
"Alô, oi, mãe! Não, tá tudo quase bem! Então... Não, não é nada de grave. É que a tábua de madeira que estava no quarto caiu no chão quando o Rafael fechou a porta, e a porta está emperrada. É. Não, ninguém se machucou. Mas o Pluto está lá dentro. É, mãe, trancado. Tá bom". E ele se virou pra mim: "Ela pediu pra gente se virar um pouco, porque ela não pode pensar em nada lá do escritório. Quando ela chegar aqui ela vê". Okay.
Bom, outra grande idéia de minha parte: tem um simpático espelhinho atrás da porta do banheiro. Ele é pequeno, então poderei usá-lo para ver como a prateleira está. Dependendo do que eu vir, eu posso pensar em algo. Então vai o genial Rafael, retirar o espelhinho detrás da porta. Mas eu esqueci que você tem que segurar o espelho para impedi-lo de cair no chão e, bem, ele caiu. E você pode deduzir o que acontece com espelhos quando eles caem no chão, certo?
Tudo bem, Rafael não desiste! Mas eu fiquei lá, sentado, olhando para a porta. Pensei em derrubá-la, como fazem nos filmes, mas a minha mãe me estrangularia. Então esperarei mamãe chegar.

19h20. Mamãe chegou do trabalho. Disse oi para os filhos imprestáveis dela e foi checar a situação. Naturalmente, meu cachorro quase que enfartava lá no quarto, porque ele queria fazer festa pra minha mãe. Cachorros, vocês devem imaginar.
Mamãe imaginou que a tábua não estivesse totalmente chapada no chão. Talvez ela estivesse caída em cima da porta, e como ela estaria escorada pela escrivaninha, a gente não conseguia erguê-la. Ela pensou que se tivéssemos um arame ou algo do gênero, poderíamos passar ele pela fresta da porta que estava aberta, e tentar erguer a tábua. Ela desmontou um cabide dela, e fomos à batalha. Mas isto também não funcionou, então minha mãe também teve que pedir ajuda. Ligamos para dois vizinhos nossos, amigos de longa data. O marido, aliás, é marceneiro, ele poderia ter alguma boa idéia.

19h50. Eles chegaram, riram da nossa desgraça, sabe como funciona. E foi lá o glorioso Renato, a quem eu ainda chamo de "tio", ver o que poderia ser feito. Ele ainda pediu para eu pegar o estojo de ferramentas dele para tentarmos algo. Quando ele, também, chegou à conclusão de que nada poderia ser feito, ele tentou fazer o que eu pensei em fazer várias horas atrás: derrubar a infeliz da porta para passagem. Então ele tentou quebrar a porta, porque derrubar ia ser bem difícil, as travas são antigas, porém boas. E como os pinos estavam pra dentro, também não daria pra desmontar a porta. Enfim, ele tentou vergar, mas se virou rindo e disse: "Sabe qual é o pior? A porta de vocês é de excelente qualidade. Essa não vai quebrar tão cedo". É estranho quando te dizem que algo é de boa qualidade e você fica chateado. Mas é a vida. "Só se a gente derrubar mesmo. Tentar derrubá-la, arrancar dos trincos, sei lá", disse o tio Renato. "Mas o meu marido vai me matar se ele chegar aqui e a porta estiver derrubada, Renato", disse mamãe, preocupada. Então tá bom, vamos esperar meu pai. O Renato ainda tentou fazer um buraco no rodapé da porta, para ver se a gente conseguia alcançar a tábua. Mas a gente calculou errado onde a tábua estava, e o buraco ficou imprestável. Zero a zero.

20h30. Meu pai chegou. E viu aquela aglomeração grotesca de pessoas em volta da porta do quarto. Depois que explicamos a situação, e minha mãe contou do porquê dela não ter deixado a porta ser derrubada, meu pai diz, naturalmente: "Ué, e não derrubou por quê? Já demorou!!". Sim, meu pai é um piadista nato. O Renato, herói do dia, inventou uma maneira de usar as chaves de fenda como alavancas, e conseguiu retirar a porta das trincas da dobradiça. Ele soltou a porta! O cachorro saiu!! Conseguimos retirá-la!! Hooray!! \o/
Sim, mais um dia que acabou, e mais um dia com final feliz. O Renato e sua esposa, a tia Eliana, foram para casa tomar banho, pq todo mundo suou muito. Meu cachorro não parava quieto de felicidade. Minha mãe inventou uma janta expressa, pq tava todo mundo com fome. E eu fiquei com uma terrível dor de cabeça. Minha mãe falou que foi porque eu estive sob muito estresse mental. Pode ser. Mas que foi um dia engraçado, ah, foi. ^^

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Drops

Já é hora de atualizar o Inominativo! Eu ia colocar ontem uma imagem deveras divertida, mas o servidor do Google estava de TPM, a imagem não entrava de jeito nenhum. Então fiquei de preguiça e postei hoje estes drops. Fiquem com eles, people! E abração!

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Passear em centros comerciais é um divertidíssimo passatempo, se você é que nem eu e adora se divertir com a humanidade. O problema é que nunca tem calçada suficiente pra passear. Desta vez, estive na Estrada do Campo Limpo, e toda calçada que eu ia tinha uma barraquinha. E impressionante como as barraquinhas parecem iguaizinhas. Brinquedinhos, bonequinhos, despertadores, pilhas e outros trecos e badulaques. Seriam estas barraquinhas alguma franquia? O dono dela deve ganhar um dinheiro legal.

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Falava sobre as calçadas porque, vamos combinar, como eles são folgados. Eles têm que colocar as barraquinhas no único caminho possível? Daí você tem que ficar desviando, passando por entre os pontos de ônibus e as barraquinhas. Ah, tem também os donos de mercadinhos que colocam um monte de anúncios e produtos pra fora da loja deles. Depois de andar 20 minutos na Estrada do Campo Limpo, você está apto a fazer dribles de futebol como o Denílson.

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Saímos eu, minha mãe e meu pai para comprar um novo rack para a sala. Ia ficar bem legal. Passeamos a tarde toda, encontramos bons modelos, um luxo. Quando estávamos praticamente decididos do modelo que levaríamos, meu pai deu um aviso que ele poderia ter dado horas antes, enquanto a gente ainda estava em casa: "Querida, estou sem dinheiro". ¬¬
Resultado, voltamos pra casa de mãos vazias. Aliás, eu não, pq eu ganhei um par de tênis. Que a minha mãe comprou, porque senão eu ia ficar sem par de tênis nenhum. :P

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Faz dois meses que eu ganhei o CD do Jamiroquai de aniversário - o meu mano mais velho, Eduardo, me deu um vale-presente, e eu comprei o disco -, e eu não consigo enjoar da zica do CD! E olha que estou me esforçando veementemente. Lá vou eu ouvi-lo de novo... Eu sei que isso não é de muita importância pra vocês, mas eu estou me divertindo mesmo. Oh, puxa, como eu gosto de música... /o/

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Até a próxima postagem, gente boa! Não se esqueçam de colar os selos nos envelopes, hein?

Ouvindo:
Feels Just Like it Should
Jamiroquai
High Times: Singles 1992-2006 (2006)

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Três Ponto Zero

Já faz um tempo que eu pensava em migrar para o Blogger.com. Afinal, de uns tempos pra cá criei uma enorme simpatia pelo Google: pensei em mudar meu e-mail oficial para o Gmail também, mas vai dar mais trabalho.
De qualquer jeito, eu queria continuar com O Mal do Século. Mas o Blogger.com.br ficou sucateado pra caramba. Não sei se é porque a Globo.com cansou de manter o site deles funcionando bem ou se é uma versão especial para quem não tem conta no Globo.com (como eu, por exemplo). Já que o Google e o Blogger.com não cobram nada para manter um bom serviço online, pensei "Ah, por que não somar um mais um?".
Isso significa que O Mal do Século que todos conhecemos será deixado para trás. Ainda não decidi se ele será desativado e dará lugar para o Inominativo, ou se eu transformei o primeiro no segundo. Mas o que importa é que as senhoritas e os senhores devem atualizar seus links nos seus respectivos flogs e blogs, bem como atualizar a ligação nos favoritos. (Será que tem alguém que me colocou nos favoritos, fora eu mesmo? O.o).
Aliás, meu primeiro post aqui ficou parecendo uma página de Wikipédia. :P

Seja bem-vindo, Inominativo